Pabllo Vittar mantém padrões no tom sintético do álbum trilíngue '111'

  • 25/03/2020


Com versos esperançosos como 'A chuva da vitória vai reinar no fim', a música 'Rajadão' é o grande destaque entre as faixas inéditas do disco. Capa do álbum '111', de Pabllo Vittar Ernna Cost Resenha de álbum Título: 111 Artista: Pabllo Vittar Gravadora: Sony Music Cotação: * * * ♪ Enfim disponibilizado na íntegra na noite de terça-feira, 24 de março, o terceiro álbum de Pabllo Vittar, 111, está longe de promover a experimentação alardeada pela cantora no texto sobre o disco. A rigor, 111 soa como desdobramento do antecessor Não para não (2018) em vez de promover ruptura com a estética musical da artista. Até porque o batidão sintético do som de Vittar continua entregue ao Brabo Music Team, coletivo integrado por Arthur Marques, Maffalda (codinome artístico do produtor Arthur Gomes), Pablo Bispo, Rodrigo Gorky e Zebu. São esses produtores e compositores que assinam – às vezes com adesões de parceiros de fora do time – as nove músicas fabricadas em escala industrial para dar forma a 111. A bem da verdade, a audição do álbum soa como anticlímax pelo fato de somente três das nove faixas serem inéditas. Deste trio de novidades, o grande destaque é Rajadão (Arthur Marques, Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu), música aliciante em cuja introdução dá para perceber a potência vocal de Pabllo Vittar, por vezes abafada entre beats eletrônicos. “Inimigos vão cair ao som desse trovão”, brada Vittar na faixa. Principal arquiteto do álbum, Rodrigo Gorky tinha razão quando disse identificar em Rajadão o mesmo apelo popular de Amor de que (Rodrigo Gorky, Zebu, Pablo Bispo, Maffalda e Arthur Marques, 2019), música que sobressaiu no lote inicial de 111, apresentado em 31 de outubro em EP que deu o tom do álbum. Cercado de expectativa, o dueto de Pabllo com Ivete Sangalo em Lovezinho (Pabllo Vittar, Arthur Marques, Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu) flerta com o arrocha e fica aquém do potencial desse inédito encontro entre as cantoras. A sensualidade da faixa soa artificial, sem a relativa espontaneidade da já conhecida conexão de Pabllo com o Psirico em Parabéns (Pabllo Vittar, Arthur Marques, Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu, 2019). Terceira faixa inédita do álbum 111, Salvaje (Arthur Marques, Dani Sanchez, Enzo Di Carlo, Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu) se insinua como balada em espanhol – introduzida pelo toque do piano de Enzo Di Carlos – antes de ser jogada na pista com os graves do groove que pauta a gravação. Pabllo Vittar flerta com o arrocha em dueto com Ivete Sangalo na música 'Lovezinho' Ernna Cost / Divulgação Aliás, se há uma experimentação em 111 é o fato de o álbum ser trilíngue, acenando para um mercado internacional que vinha sorrindo de volta para Pabllo antes de a pandemia do coronavírus paralisar o universo pop. Há músicas em português, espanhol e inglês. A calorosa faixa em inglês Flash pose (Aluna Francis, Arthur Marques, Charli XCX, Gorky, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu, 2019), gravada por Pabllo com a britânica Charli XCX, é indício da desenvoltura da cantora brasileira para ir além das fronteiras nacionais. Faixas em espanhol, Tímida (Rodrigo Gorky, Pablo Bispo, Zebu, Arthur Marques e Maffalda, Danielle Sanchez e Gale, 2020) – colaboração de Pabllo com a mexicana Thalía – e Ponte perra (Arthur Marques, Dani Sanchez, Gorky, Maffalda, Wynnie Nogueira e Zebu, 2019) corroboram essa naturalidade, embora ambas soem bem pouco sedutoras no conjunto do álbum. Clima quente (Pabllo Vittar, Arthur Marques, Maffalda, Pablo Bispo, Weber e Zebu), faixa na qual a cantora dá “pisadinha” no forró em dueto com o funkeiro Jerry Smith, tem temperatura mais propícia para as paradas tropicais. Enfim, dentro do que se espera de artista do mainstream como Pabllo Vittar, o álbum 111 mantém os padrões da artista e cumpre a missão de disparar um ou dois singles com munição para manter a cantora na pista, com absoluto destaque para Rajadão, de versos tão atuais que parecem premonitórios. “O poder da vitória vai curar a dor / ... / A chuva da vitória vai reinar no fim / E quem caiu vai levantar e a gente vai vencer / Sofrimento acabar e o amor vai crescer”, prevê Pabllo Vittar com esperança em Rajadão, petardo mais certeiro de 111. Que assim seja!

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/03/25/pabllo-vittar-mantem-padroes-no-tom-sintetico-do-album-trilingue-111.ghtml

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